Montante é um pouco maior do que o registrado no ano passado, R$ 13 bilhões. Rendimento médio deve ficar em torno de R$ 2,16 mil.

O décimo terceiro salário vai movimentar R$ 13,7 bilhões na economia gaúcha nos próximos meses, conforme o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor equivale a 3% do PIB gaúcho. Na prática, significa que mais de 5,6 milhões de pessoas vão receber um rendimento médio de R$ 2,16 mil.

No ano passado, o valor havia ficado em torno de R$ 13 bilhões, o que representa um crescimento de 3,07% em 2018.

A quantia deve movimentar a economia e organizar a vida de quem passa o ano inteiro no aperto. A atendente Lucimara Leal, por exemplo, já tem o destino certo para o dinheiro. “Eu vou botar em prioridade as contas”, conta.

Tem também quem planeje fazer mais contas. “Já penso assim, numa dívida que até o fim do ano tu consegue pagar com a primeira parcela do décimo terceiro, e às vezes também a segunda junto, ajuda”, conta o operador de máquina, Jorge Luis Worm. Ele e os outros 29 funcionários da empresa em que trabalha já receberam a primeira parcela do décimo terceiro.

“Desde sempre, em outubro, primeira quinzena de outubro, a gente tem o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro. E possivelmente na segunda quinzena de novembro, paga a segunda parcela”, explica o empresário Tomaz Lopes.

A mestre em economia da Univates, Cíntia Agostini, aconselha cautela e planejamento ao trabalhador. “Algumas empresas pagam uma parte antecipada, outras pagam ao final, têm dinâmicas diferentes. Agora, não dá para contar com esse décimo terceiro como se fosse algo que eu vou fazer um envididamento, fazer muito mais com ele. Tenho que, sim, olhar ele dentro das minhas finanças e não contá-lo previamente como uma condição de que assim eu vou cobrir as minhas dívidas”, explica.


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