Como o Jovem Faz a Escolha da profissão?

Desde pequenos estamos acostumados a fazer escolhas não é verdade?

     Mas em dado momento nos deparamos com a decisão profissional a ser tomada, e também com a indecisão.

    Tudo na adolescência acontece;  mudanças físicas,  crises e questionamentos, que são características desta fase.

     Embora a maturidade vocacional seja confundida com o desenvolvimento físico, não significa que certa pessoa a atingir determinada idade estará pronta para escolher, embora, não poderá ficar indecisa a vida inteira.

     Como o jovem pensa?

    O jovem não idealiza a profissão em si, como ser médico, advogado, engenheiro, mas considera os atributos ocasionados pelo trabalho, como ter dinheiro, ser alguém importante e ser reconhecido.

    O jovem por estar em busca da identidade não tem o “eu” bem definido, e como a sociedade valoriza também o lado externo das profissões, dificulta ainda mais a reflexão sobre o que escolher.

    Ser bom numa matéria da escola é indicativo da escolha profissional?

    No ensino médio os jovens já mostram preocupações com a decisão da profissão.

    Na escola as  matérias em  que os professores  proporcionam práticas  profissionais, despertam maior interesse, enquanto que outras por não se saber onde aplicar o conhecimento provoca recusa, mesmo por aqueles que têm habilidades para o desempenho.

    Para alguns, a profissão é escolhida mediante a possibilidade de usar o que aprendeu na escola, por exemplo: um aluno que tira notas boas em matemática, escolhe fazer engenharia, embora apenas isto não seja suficiente para fazer a escolha, mas é algo a ser considerado e composto dentro do processo de escolha.

     A falta de autoconhecimento pode prejudicar o jovem na escolha da profissão?

    Um dos fatores que faz crescer o número de abono no ensino superior é o fato da profissão não ter sido pautada em cima do autoconhecimento.

    Para saber o que se quer tem que se conhecer.

    Quem sou eu? O que quero para meu futuro? O que gosto? O que não gosto? O que me gera satisfação?

     O jovem poderá se deparar com várias influências:

  • Família;
  • Situação econômica;
  • Valorização de algumas profissões;
  • As oportunidades que a classe social poderá fornecer;
  • Interesses, aptidões…

   De modo mais geral, tantos fatores externos quanto internos nas relações do jovem resultarão na escolha profissional.

     O jovem precisa de mais apoio

    Hoje o  que acontece  no Brasil é a falta de  profissionais nas escolas  públicas para  orientar os jovens, algumas escolas particulares e cursinhos oferecem, mas são poucos.    

     Geralmente a orientação na escola é feita no último ano, onde o jovem mostra mais interesse e ansiedade.

    Geralmente o trabalho feito pelas instituições de ensino é com visitas a universidades e palestras, também com algumas discussões em classe sobre algumas profissões, recurso de vídeos e visitas a feiras do estudante.

    O que vem acontecendo ultimamente é a busca desses jovens por instituições que oferecem o serviço, como clínicas, consultórios e faculdades de Psicologia.

    A era da informática também disponibiliza testes vocacionais, mas é aconselhável que não sejam considerados sozinhos, mas que o jovem também os junte com outros elementos para fazer a escolha da profissão.

     Vale ressaltar que hoje são oferecidas muitas opções de carreira aumentando ainda mais a problemática.

   Antes de tomar uma decisão, o jovem deve informar-se. E se sentir que é necessário deve pedir ajuda, se orientar e se reorientar.  

     A Orientação Vocacional Profissional tem como objetivo de criar condições para que esse jovem sinta-se seguro para fazer a escolha ideal e ter sucesso naquilo que faz.

    “(…) todo amanhã se cria num ontem, através de um hoje (…). Temos de saber o que fomos, para saber o que seremos.”

     Paulo Freire

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