O céu é o limite e estou bem no início desta jornada.
Quanto mais penso e reflito sobre a vida, propósitos, relações, etc., entendo melhor a passagem bíblica que diz o quanto é difícil realizar a transformação pessoal para alcançar o céu!
Entenda-se céu como o estado espiritual consolidado no Bem, na mansidão, na tranquilidade, na esperança, na bondade, na solidariedade, no altruísmo e todos os demais adjetivos positivos e nobres que puderem lembrar.
Tal estado espiritual quando alcançado produz uma paz que tormento algum afeta, nada entristece além do normal, conduz à resignação e, a alegria da alma se encontra na luz do amor de DEUS.
Muitas das movimentações humanas no mundo excedem o que se considera de bom senso. São ações que não refletem a luz que podemos alcançar.
Alcançar a luz exige esforço pessoal, abdicações, limpeza de alma, clareza de mente e uma ampliação de consciência que para ser alcançada, necessário se faz realizar uma escolha na forma de vida que desejamos ter. Sim! Porque para alcançar o CÉU é preciso atravessar o DESERTO. Enfrentar as dificuldades com confiança, não nos outros, que são nossos iguais, mas em DEUS que é nosso superior e que nos ajudará na travessia.
Desapegar-se das coisas, lutar pelo que realmente é importante objetivando a melhoria do ser que somos transformará o mundo num lugar melhor. Abandonar velhas crenças e rituais, se abrir para uma reforma íntima visando vencer complexos, traumas e todos os sentimentos negativos que podem estar alojados na alma, fará com que DEUS prevaleça em nós.
Isso é EDUCAÇÃO! Necessitamos de educação para aprender a sentir “bem o Bem”. Coeficiente emocional?
Aprender a lidar com sentimentos, reciclá-los toda vez que for necessário. Policiar e domar a si mesmo, nos tornará seres melhores e refletirá no mundo.
Querem um mundo melhor? Uma sociedade melhor? A resposta para estas perguntas parecem ser consensuais. Então, denota-se com evidência que a questão principal é analisar a forma de construirmos estas melhorias. 
Que tal começarmos as reformas em nós mesmos?
Não espalhemos comentários agressivos e injuriosos contra quem quer que seja. Pois, ninguém é superior, somos todos de uma mesma essência. O fato de que não concordarmos com os posicionamentos alheios, nos dá a possibilidade de contrapor de forma educada, lúcida, sensível e respeitosa.
Toda vez que sentir raiva de alguém ou de alguma situação, primeiro olhe para dentro e perceba que a raiva é sua e de mais ninguém. Pergunte-se por que a esta sentindo? Busque entender a si mesmo, tenha coragem de assumir seus sentimentos e de elaborá-los para melhor.
Essa capacidade de elaboração e reciclagem dos sentimentos é o que a família, a principio, precisaria transmitir aos seus membros.
Hoje a família não transmite, por falta de tempo, por falta de interesse, por falta de bons exemplos, por falta de amor na base. O amor familiar educa, mostra às opções de vida e seus possíveis resultados, o amor abre a porta e deixa seus membros saírem para viver na prática as bases que lhe foram transmitidas.
Transmitir o amor verdadeiro, lúcido, abnegado, doador, de entrega total ficou sem muitos protagonistas no mundo atual. Este sentimento inigualável proporciona a luz que aquece, conforta, faz com que as pessoas brilhem pelo simples fato de existirem.
A todos que querem um mundo melhor, uma sociedade mais justa, melhores condições para viver, com Ensino de melhor qualidade, com um sistema de saúde de ponta, resta à pergunta: – O que fazes no teu interior e no interior de tua casa? Educas? Para qual objetivo? 
Para alcançar a luz que tudo ilumina e prospera no Bem? Ou para alcançar as coisas que o mundo pode, talvez, dar mediante o aprisionamento da alma na escuridão?
Tudo começa dentro de nós. O desenvolvimento é individual, mas o reflexo é no coletivo.
Entretanto, só podemos dar o que temos e caso ainda não tenhamos as virtudes necessárias, concluo que para mim e para você que desejar melhorar: “o céu é o limite”.
Rosane Michalski

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