Foi realizada em Veranópolis a primeira colheita de uvas de pesquisa desenvolvida para avaliar clones comerciais de videiras que melhor se adaptem às diferentes condições de solo e clima da microrregião serrana. O estudo é conduzido pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (DDPA/Seapdr), juntamente com a Embrapa Uva e Vinho.

Embora ainda não tenha Indicação Geográfica, a região de Veranópolis é um importante polo de produção de uvas viníferas na Serra. As variedades avaliadas na pesquisa – cabernet franc, merlot, chardonnay e riesling itálico – são as principais cultivares utilizadas na produção de espumantes, vinhos brancos e vinhos tintos no município. Com 640 hectares de parreirais, Veranópolis produz 13 mil toneladas de uva por ano.

A partir da avaliação genética, fenotípica e sanitária das plantas os pesquisadores esperam conseguir selecionar os clones que apresentem características culturais de produção e qualidade superiores, gerando acréscimo na qualidade dos vinhos.

“A seleção das plantas mais produtivas, com maior teor de açúcar, com característica agronômica desejável, entre outros parâmetros, é muito utilizado em variedades de uvas para vinhos finos. A variação entre os clones de uma mesma variedade pode ser considerável, e isso pode ser explorado para melhorar o rendimento e a qualidade da videira”, explica a pesquisadora Cláudia Fogaça, do Centro de Pesquisa Carlos Gayer, em Veranópolis.

A pesquisa continua até 2020. As próximas etapas envolvem a avaliação da sanidade e fenologia dos clones, além da produção em pequena escala de vinhos a partir da colheita, num processo chamado microvinificação. Os resultados serão relatados em publicações e durante encontros técnicos.

Texto: Elaine Pinto/Seapdr
Edição: Marcelo Flach/Secom

Deixe um comentário