Corporação passa a permitir tatuagens que não ultrapassem as linhas do uniforme

A Brigada Militar vai alterar a regulamentação sobre tatuagens em policiais militares do Rio Grande do Sul. A orientação, que surge com a criação de uma comissão interna, aconselha oficiais a permitirem desenhos que não ultrapassem o espaço do uniforme. Em 2017, após a polêmica surgida com um bombeiro que deixou as tatuagens aparecerem durante a Operação Golfinho, o comando seguiu com a decisão de que qualquer tatuagem exposta continua proibida.

Desde então, a comissão examina o assunto. Conforme o tenente-coronel Cleberson Bastinello, sub-corregedor da BM e presidente da comissão, a partir de agora, a orientação é proibir tatuagens “visíveis ou perceptíveis na face anterior do rosto e do pescoço acima da linha do colarinho do uniforme”. O mesmo vale para a região das mãos.

De acordo com o tenente-coronel, a BM entende e reconhece os movimentos e mudanças da sociedade, mas salienta que a corporação jamais vai abrir mão dos valores da moral, ética e hierarquia. Por conta disso, o sub-corregedor esclarece que seguem proibidos desenhos que “representem ideologias criminosas, ilegais, terroristas ou extremistas, contrárias às instituições democráticas ou que preguem a violência e a criminalidade, discriminação ou preconceitos de raça, credo, sexo ou origem, ideias ou atos libidinosos”.

Bastinello deixa claro que a orientação, por enquanto, é temporária, até que a comissão finalize o estudo sobre o tema. Conforme ele, a BM não pretende punir policiais com processos administrativo-disciplinares pelo fato de terem tatuagens. Para ele, no momento em que o projeto de lei for regulamentado, a regra vai ser clara e única para todos os policiais militares. O tenente-coronel garante que vai ser preciso, mesmo assim, analisar caso a caso, já que os desenhos podem ter interpretações diferentes.

Fonte: Laura Gross/Rádio Guaíba
Foto: Rodrigo Ziebell / SSP, PM5 / Divulgação / CP

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