“Mas você não tem medo que ele(a) destrua sua relação?”

Quem nunca ouviu essa frase, que atire a primeira pedra. É inacreditável mas, em pleno século XXI, muitos ainda acreditam que fatores externos – e por fatores leia-se: pessoas – têm o poder de acabar com suas relações.

Dia desses, por exemplo, ouvi – numa noite ébria demais para que me recorde mais do que isto: “Cuidado com essa mulher aí andando com seu namorado, viu?”

Oi? O que seria ter “cuidado”? Implantar um chip de rastreamento no celular dele? Pedir à tal moça bonita que saia do país ou fazer uma macumba pra ela embarangar? (Ela e todas as moças bonitas que pudessem se aproximar do meu companheiro, no caso).

Prometi pra mim mesma – em um daqueles momentos em que nos pegamos lamentando pelo “poxa, eu deveria ter respondido!” – que, da próxima vez em que ouvir tal disparate, explicarei, com toda a “delicadeza” que me é característica: não tenho tempo pra isso. Minha energia está empregada em coisas infinitamente melhores e mais importantes do que me preocupar com quem pode vir a ser um empecilho na minha relação – como, por exemplo, vivê-la intensamente.

Na verdade, é fácil perceber que só quem pode acabar com nossos relacionamentos – e com nossa vida, de um modo geral – somos nós mesmos. Não estamos sujeitos à crueldade das pessoas: e que bom por isso.

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