Essa e a história de Joarez, um farmacêutico que se dizia ateu, não acreditava em Deus, e já há muito tempo nem nas pessoas.

Deus para Joarez, com certeza, deveria ser um engano, uma dessas fantasias para enganar a pessoas menos letradas. Talvez alguns mais desesperados que necessitassem de consolo e esperança.

Um dia, já caindo a tarde, uma garotinha ficou no lado de fora na vitrine da farmácia onde Joarez era Dono.

A menininha amassou o narizinho no vidro, era loirinha, usava tranças e trazia um semblante preocupado. Joarez pediu para ela entrar. A menina entrou ficou nas ponta dos pés e estendeu uma receita médica e pediu que a preparasse.

O farmacêutico, embora ateu, era um homem sensível e se emocionou ao verificar o sofrimento daquela pequena, que, enquanto ele se dispos a preparar a fórmula, a menina falava:

– Prepare logo moço! O médico disse que minha mãe precisa com urgência desse remédio…

Com muita habilidade, pois era muito bom em seu ofício, Joarez preparou a fórmula, recebeu o pagamento e entregou o embrulho para a menina, que saiu apressada, quase a correndo da farmácia.

Retornou o profissional para as suas prateleiras e se preparou para recolocar nos seus lugares os vidros dos quais retirou os ingredientes para preparar a receita da menina

Foi quando Joarez se dá conta, preocupado ele perbebe que cometeu um terrível engano…

Em vez de usar uma certa substância, por engano Joarez acabou usando uma dosagem de um violento veneno, capaz de causar a morte instantaneamente a qualquer pessoa.

Naquele momento, as pernas de joarez bambearam.

O coração bateu descompassado.

Joarez correu até a rua e olhou.

Nem sinal da pequena menina. Onde procurá-la? O que faço…?

De repente no meio da rua, como se fosse tomado de uma força misteriosa, o farmacêutico se pergunta chorando e chocado!

– E se Deus existir…?

Coloca a mão na cabeça e em desespero clama:

– Deus, se você existe, me perdoa!.

Faze com que aconteça alguma coisa, qualquer coisa para que ninguém beba daquele veneno que eu preparei.

Salva-me, de cometer um assassinato involuntário! Salva-me…

Joarez ainda se encontrava em oração, quando alguém aciona a campainha do balcão. Pálido, ele preocupado, vai atender…

Era a menina das tranças douradas, chegou aos prantos, e uns cacos de vidro na mão.

– Moço, desculpa! Eu tava indo rápido, pisei num buraco e olha aí moco…! pode preparar de novo, por favor? Tropecei, caí, e derrubei o vidro. Perdi todo o remédio.

Joarez, não acreditava…

Aquele homem que não acreditava em Deus, levanta as mãos para o céu e diz:

– Deus, me perdoe por todo esse tempo. Fui um tolo. Perdão Senhor… Perdão minha Nossa Senhora.

Ele prepara novamente a fórmula, com todo cuidado e a entrega, dizendo que não custa nada. Ainda desejou votos de saúde para a mãe da garota.

E a partir daquele dia em diante, o farmacêutico mudou sua vida. Decidiu ler e estudar a respeito de sua religião. Pois entendeu que Deus que é Pai , naquele dia, atendeu a sua oração e lhe estendeu a Sua Misericórdia.

Grande abraço no amor d’Aquele que nos amou primeiro, Jesus Cristo.

 

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