Último contato de Ezequiel Schneider com a família ocorreu em 5 de janeiro. Caminhão dele foi localizado três dias depois em Santa Catarina

O corpo do caminhoneiro gaúcho Ezequiel Schneider, 41 anos, foi encontrado na noite de quarta-feira (16), em Ampére, no Oeste do Paraná. Natural de Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari, ele estava desaparecido há mais de 10 dias. 

Conforme a família, o último contato dele ocorreu em 5 de janeiro quando o caminhoneiro parou em um posto de combustível em Pranchita, a 42 quilômetros de Ampére. O corpo foi localizado por volta das 19h às margens da PR-182, em meio a mato alto.

Segundo o delegado Arthur Lopes, responsável pela investigação, o corpo apresentava marcas de facadas na região do abdômen. Agora a polícia espera o resultado da necropsia para apontar as causas da morte.

— O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição. Foram muitos dias de sol, calor, chuva — detalha o delegado. 

Em 8 de janeiro, o caminhão dele foi encontrado em um posto de combustíveis às margens da BR-282, em Saudades, em Santa Catarina. Segundo o delegado, no caminhão havia uma quantidade grande de sangue, o que indicava que teria ocorrido “um crime violento”. A partir daí a polícia catarinense passou a investigar o desaparecimento. Para o delegado o homem foi morto em Pranchita, no Paraná e, após o crime, o caminhão foi trazido para Santa Catarina. 

As rodas do veículo foram trocadas e, por isso, uma das linhas de investigação da polícia é que tenha ocorrido um latrocínio (roubo com morte).

Na última sexta-feira (11), um homem foi preso temporariamente em Chapecó, em Santa Catarina, e é considerado suspeito por envolvimento no crime. Com a prisão, a polícia tem 30 dias para concluir o inquérito. 

Schneider levava uma carga de cereais de  Itumbiara, em Goias, até Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O carregamento não foi levado. Segundo a família, ele deixou o Centro-Oeste na manhã de 4 de janeiro. Ele era caminhoneiro há quase 20 anos e seguiu a profissão do avô.

Ainda não há detalhes do velório e do sepultamento, o que deve ocorrer no Rio Grande do Sul.

Fonte : Gzh Digital
Foto : Arquivo Pessoal

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