A OPERAÇÃO

Artefatos explosivos mantidos em locais irregulares na região de Guaporé, foram apreendidos pela Polícia Civil, durante a Operação Explosive, deflagrada na manhã desta quinta-feira (08) com apoio do Exército. Além de averiguar crimes relacionados à posse/porte irregular desse material – que é de uso restrito e controlado pelo Exército, a investida combateu delitos contra a fauna e de poluição ambiental. Ao todo, 9 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na cidade.
Dois homens foram presos – um por posse ilegal de arma de fogo e outro por posse ilegal de artefatos explosivos, de arma de fogo e de acessórios de arma de fogo. No local, foram apreendidos 531kg de emulsão encartuchada (24 polegadas), 200kg de emulsão encartuchada (8 polegadas), 338 metros de cordel detonante (NP 5), 305 espoletas, 11 unidades de conjunto estopim/espoleta, 187 metros de estopim, 336 unidades de acionador pirotécnico (brinel, 6 metros) e 40 unidades de retardo.
Ao longo de seis meses de investigação, ficou comprovado que uma empresa da região que atua no ramo de terraplanagem adquiria artefatos explosivos em quantidade maior do que a necessária para a obra. Os explosivos comprados em excesso eram guardados e utilizados mais tarde em outros projetos de forma irregular, o que reduzia custos com frete e escolta, além de que as informações sobre as novas explosões não eram prestadas ao Exército nem à Polícia Civil como prevê a lei. A Polícia averiguou ainda que a quantidade sobressalente de artefatos explosivos era armazenada de forma irregular em diferentes locais ligados à empresa.
Caça irregular
Os investigados também poderão responder pela prática de caça ilegal, uma vez que utilizavam para atividade armamento e munição em desacordo com a determinação legal.
Fonte: Polícia Civil

A TRAGÉDIA

Responsáveis pela operação decidiram descartar os 700 kg de explosivos apreendidos na pedreira do britador de Guaporé. A detonação de material resultou em três mortos, dois do exército e um funcionário do britador e vários feridos que foram encaminhados a priori para o hospital de Guaporé. A polícia deverá apurar os fatos que resultarem nesta tragédia sem precedentes na cidade. Fatalidade ou imprudência? Só a investigação dirá.

 

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